quarta-feira, 10 de outubro de 2007

DEPRESSÃO E OBESIDADE

Olá.
Meu nome é Ana, tenho 35 anos e a 8 anos luto contra um dos maiores inimigo da mulher moderna a obesidade e a depressão.

Após os primeiros anos de meu casamento e o nascimento do primeiro filho, ela surgiu. Quieta, sem dar nenhum sinal, sem ao menos deixar vestigio, ela apareceu; seu nome: Depressão.

Surgiu, quando descobri que estava grávida de meu segundo filho e que não poderia continuar trabalhando, porque a cada esforço, nervoso ou alguma situação inusitada, perderia meu segundo filho. Não tinha nenhuma ideia do que seria isso, sentia apenas uma apatia e um desconforto em ter de deixar o trabalho e ficar em casa até que o bebê nascesse.

Com isso, foram surgindo sentimentos de tristesa com maior intensidade, a falta de ânimo para andar, ir a festas, enfim, sair de casa. Ir ao supermercado passou a ser um sacrifício, porque o medo de que algo poderia acontecer a mim e eu poderia perder o bebê, eram constante. Nessa ocasião, não podia contar com a companhia de meu marido, pois, ele trabalhava a noite e folgava no outro e sendo ele o único a trabalhar, não podia exigir dele.

Sentia, que ele se preocupava e até me acompanhava a algumas consultas médicas e exames. Mas, ele também já não estava psiquicamente bem, pois, dormia mal, descansava muito pouco e isso trouxe a ele problemas, com relação a nosso convivio.

Por não poder sair e o constante medo de que algo acontecesse ao meu filho, tornei-me muito sedentária, aumentando e muito meu peso, que no início da gravidez era 72 kg e ao final da gravides já 95 kg. Mesmo depois que meu filho nasceu ainda continuei um pouco depressiva, mas, com o passar do tempo pude retomar minha vida novamente. Voltei a trabalhar, a me exercitar e emagrecer, de 95 kg, voltei ao meus 72,5 kg não era o meu peso ideal pois tenho apenas 1,69 m, mas, estava satisfeita com meu novo peso e minha nova condição.

Meu segundo filho ia completar 2 anos e o mais velho com 5, então meu marido resolveu operar, para que não tivessemos novos sustos, mas, não parou por ai. Qundo pensei que poderia dar continuidade a uma vida melhor, e que minha qualidade de vida não mudaria mais, veio a grande surpresa. Eu estava grávida novamente.

Meu lindo marido havia feito vazectomia, porém não havia tido cuidado de fazer os tão necessários e preventivos exames complementáres, e ai bum... La estavamos nós as voltas de uma nova gravidez.

Foi como se tivessem tirado o chão debaixo de meus pés, senti novamente que ainda não havia acabado. Já estava com 2 meses de gravidez e havia ganho 3 kilos. Voltei a sentir aquela tristeza profunda e dessa vez, acompanhada por raiva, por baixa de estima, nervosa, sem paciência alguma pra cuidar, lidar e continuar criando os dois filhos que já tinha.

Moravamos nos fundos da casa de minha avô materna, que já tinha 70 anos e que já sofria com suas desilusões. Viuva, sozinha e com um gênio que só Deus pra aguentar, ela criticava constantemente meu dispreparo e principalmente o fato de não abortar aquela criança. Que pra ela, era apenas mais um problema.

Resolvemos, eu e meu marido ter nosso terceiro filho e lá estava eu novamente com os mesmos problemas da gravidez anterior, sem poder andar, trabalhar ou fazer qualquer coisa que gerasse mais stress, pois poderia entrar em trabalho de parto a qualquer momento. E consequentemente engordando... e engordando...

Quando minha pequeninha nasceu eu já estava as voltas de 99kg, minha médica me advertia sempre para que eu não passasse disso pois poderia correr riscos e trazer riscos ao bebe, mas, lá estava minha menininha tão sonhada. Achei que tudo havia passado e que poderia, já que ela havia nascido, voltar a emagrecer e retomar minha vida.

Engano meu! Já estava mais velha 33 anos, não tinha mais aquela paciência pra cuidar dos pequeninos e cada dia mais nervosa. Problemas financeiros, familiáres e pra completar, meu marido havia sido diagnosticado com Transtorno de personalidade e de humor.

Extremamente agressivo, ele já havia me agredido algumas vezes, mas, não aos meus filhos. Quando então veio a agredir meu filho mais velho, então, aconselhei que ele deixasse o serviço e inícia-se um tratamento psiquiatrico e psicológico. Mas, mesmo com os medicamentos e tratamento ele ainda continuava muito agressivo e nervoso. Perícias, consultas e psicoterapias, muitas, mas nenhum resultado que o levasse a melhorar de forma significativa seu quadro até que um dia Eu SURTEI.

Foi meu primeiro surto após o nascimento de minha filha. Ficava na janela chorando feito uma criança, sem saber oque fazer, sem saber que rumo dar a minha vida, como deveria cuidar das crianças e se eu não pudesse cuidar, quem poderia? Enfim, e ainda pra piorar minha avô só piorava. Bati o carro e dai por diante, nada mais melhorou.

Hoje, faço acompanhamento com psiquiatra e psicologos, mas, se não fizer uso de medicamentos, fico louca. Não emagreço, estou estremamente nervosa, e anciosa.

Fui diagnosticada com Sindrome do pânico e depressão moderada. Além de outros problemas que desenvolvi com o passar dos tempos como tendinites, bursites entre outros e a tal fibromialgia.

Estou criando esse blog, infelizmente não para ajudar... Mas, para pedir ajuda!
Creio que existam muitas pessoas na mesma situação que me encontro ou que conseguiram superá-las e gostaria de trocar ideias, para uma ajuda mútua.

Hoje 10/10/07, descobri que já estou pesando 101 kg, estou desesperada. Preciso urgentemente emagrecer. Já não se trata de um problema estético, mas, de saude fisica e mental.

Abraço.

Ana Baron

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